O voto evangélico é um engano eles não votam em bloco

26/01/2022

Ser evangélico em época de eleição equivale a virar alvo de cobiça política, da esquerda, da direita e do centro. Mas, embora esse público represente aproximadamente um terço do eleitorado e ganhe destaque nos programas dos principais candidatos, ao contrario que muitos políticos pensam, nada indica que vote como bloco unitário. Um estudo do cientista político Victor Araújo, professor da Universidade de Zurique, mostra que os pentecostais, os neopentecostais e os chamados "tradicionais" escolhem seus candidatos com base em princípios totalmente diferentes. "Voto evangélico não existe. É lenda", afirmou Araújo. Da linha neopentecostal, a Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, publicou artigo em seu site, anteontem, dizendo que não é possível ser cristão e votar na esquerda. O texto apócrifo argumenta que esquerdistas querem repetir no Brasil "fórmulas desgastadas e ineficazes", como regimes ditatoriais, além de "espalhar o caos, para que suas atitudes de desgoverno não sejam notadas". Mesmo assim, Edir Macedo, dono da Record e líder da Igreja Universal, estaria insatisfeito com o político e teria percebido que ele "está mais preocupado com os filhos do que o povo". Levou quatro anos, para que a igreja percebesse, que ele não é o líder forte que todos esperavam e que não está preocupado com as necessidades da população. Isso pode prejudicar fortemente a campanha eleitoral à reeleição, já que esse apoio é fundamental para que ele ganhe pontos positivos com a população. No entanto, em todas as pesquisas, o governo atual vem andando mal das pernas. Lembrando que em outros eleições, a cúpula da Universal apoiou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. O partido Republicanos é braço da Universal e integra o Centrão, que atualmente apoia o governo, candidato a novo mandato. Mesmo assim, a Universal com cerca de 2 milhões de fiéis no País tem reclamado de desprestígio por parte do presidente. Para os principais bispos da Igreja Universal, incluindo Edir Macedo, o presidente colocou as suas forças muito mais na tentativa de livrar sua prole de investigações, ao invés de ter a sua atenção voltada para combater problemas como a fome, miséria e a pandemia da Covid-19. Seja nosso convidado a participar a partir de março do nosso novo espaço "Eleições 2022", queremos levar você a refletir sobre a importância das próximas eleições, para os estados e para o país. Nos vemos lá