Orçamento 2022  parece só beneficiar o Fundo Partidário enquanto varias áreas sofreram cortes

26/01/2022

A sanção do Orçamento 2022 trouxe um corte de quase R$ 1 bilhão no INSS, a redução deste valor certamente irá afetar ainda mais o atendimento à população, alertam servidores do órgão, que reclamam do sucateamento das agências. Deixarão de ser aplicados recursos em investimento, processamento de dados e haverá diminuição de pessoal. O corte pode levar a paralisia nos trabalhos do INSS, consequentemente a ampliação da fila de espera pela concessão de benefícios, que já é de 1,8 milhão de pessoas. Para Viviane Peres, secretária de políticas sociais da diretoria colegiada da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Fenasps), a situação é preocupante. "O impacto no funcionamento das agências vai ser extremamente relevante e avaliamos a possibilidade de não conseguir manter o funcionamento das agências. Temos contratos com empresas terceirizadas, que é pessoal da limpeza e vigilância. Sem esses profissionais, principalmente de limpeza nesse momento da pandemia, é impossível manter o atendimento". É inacreditável, mas o INSS, vive um sério problema de sucateamento de equipamentos com computadores antigos e problemas de conectividade, com internet em baixa velocidade. De acordo com Peres, o órgão precisava de investimentos não de cortes, para dar fim ao caos chamado fila de espera. O órgão ainda sofre com a falta de reposição de pessoal, dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do Ministério da Economia, mostram que o número de servidores na ativa do instituto encolheu 37,7% em dez anos. Em 2012, havia 36.417 servidores do INSS na ativa, número que minguou para 22.676 no ano passado. Os cortes só trarão várias consequências, da falta de papel higiênico até computadores, já com a falta de pessoal um resultado efetivo e a continuação dos problemas de represamento de pedidos. E se não tem servidor para conceder aposentadoria, não tem o que fazer. É o pior corte que o governo pode fazer.