Um caso de dupla personalidade

13/05/2022

Ontem em sua live, o presidente deu uma recuada básica e afirmou que "ninguém" quer "atacar as urnas eletrônicas" ou a "democracia" e que as Forças Armadas continuarão a participar da Comissão de Transparência Eleitoral enquanto a portaria com o convite estiver em vigor. "Enquanto a portaria estiver em vigor, as Forças Armadas foram convidadas, eu como chefe supremo das Forças Armadas determinei que prossigam nessa missão. Não existe interferência, ninguém quer impôr nada, atacar as urnas eletrônicas, atacar a democracia, nada disso. Ninguém tá fazendo aí os atos antidemocráticos", disse o presidente na live semanal nesta quinta-feira, [isso pode ser sintoma de dupla personalidade]. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, disse ontem (12) pela manhã. "Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais se curvará a quem quer que seja, quem trata de eleições são forças desarmadas". Ele conclui que os Militares fazem parte da Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), apresentando sugestões, essa é sua participação. "Ninguém quer atacar as urnas eletrônicas ``, diz o presidente. Nem tem motivos para isso, em mais de 20 anos de uso, nunca ocorreu nenhum "caso comprovado" de fraude. No entanto, o presidente continua na prática de questionar, sem provas, a confiabilidade acerca do processo eleitoral. Fachin declarou, "quem duvida do processo eleitoral é porque não confia na democracia" e que "quem defende ou incita a intervenção militar está praticando ato de afronta à Constituição e à democracia''. "Não se trata de recado [ou de opinião], é uma constatação", disse o ministro